Liderança em transformação: Matec leva ao Fórum AAPSA um debate sobre pessoas, inovação e futuro do trabalho
O que uma organização precisa preservar enquanto o mercado, a tecnologia e as relações de trabalho continuam mudando?
Essa foi uma das reflexões levadas pela Matec ao Fórum AAPSA, por meio da participação de Ana Karina Rodrigues, Diretora de Gente e Gestão da Matec Engenharia, no Fórum Executivo CEOs & CHROs, realizado no dia 27 de agosto, em São Paulo.
Ana integrou o painel “A Crise Global de Liderança Executiva”, ao lado de profissionais de diferentes organizações. A conversa passou por cultura, inteligência artificial, saúde mental, mudanças geracionais e pelo papel de quem precisa conduzir pessoas e negócios enquanto o próprio ambiente de trabalho também se transforma.
Foi nesse contexto que ela trouxe uma pergunta simples, mas que ajuda a organizar boa parte desse debate:
“A gente está vivendo um ciclo […] de revisitar sua cultura e dizer assim: olha, do que eu não abro mão?”
Ana Karina Rodrigues | Diretora de Gente e Gestão da Matec
O que muda e o que continua sendo essencial
Na Matec, essa discussão acontece dentro de uma realidade muito concreta. Cada empreendimento traz um contexto próprio, assim como cada cliente, segmento e desafio de execução.
Ana explicou que essa diversidade exige uma capacidade permanente de adaptação. “A gente está se reinventando todo dia porque eu tenho um cliente diferente e eu entrego um produto e uma experiência diferente para este cliente”, afirmou.
Mas se reinventar não significa começar do zero a cada projeto.
Há princípios que permanecem. Durante o painel, Ana reforçou que a Matec quer continuar sendo referência em engenharia e construindo com previsibilidade, segurança e planejamento.
É justamente aí que aparece uma das tensões mais interessantes da inovação na construção civil: o novo precisa avançar, mas aquilo que chega à obra precisa funcionar.
E Ana resumiu essa relação de uma forma que traduz bem o dia a dia dos projetos:
“Cada obra é uma startup. Mas, quando entrou em linha de produção, é excelência operacional.”
Ana Karina Rodrigues
A ideia ajuda a separar dois momentos importantes. Existe espaço para testar, questionar e desenvolver soluções. Quando essa inovação chega à operação, porém, precisa se transformar em engenharia aplicável.
Como Ana colocou, é o momento de trazer “a inovação, a ideia, o projeto disruptivo que foi testado” para a realidade de previsibilidade, planejamento, custo, execução e cronograma.
Essa preocupação também aparece pela perspectiva de quem recebe o resultado final. Durante o debate, ela foi direta: “Eu quero confiabilidade, eu quero segurança, eu quero previsibilidade. Então, ao mesmo tempo, é um segmento que eu preciso também inovar.”
Não se trata, portanto, de escolher entre inovação e controle. O desafio está em fazer os dois avançarem juntos.
Pessoas no centro da transformação
Quando o debate chegou às mudanças provocadas pela tecnologia e pelas novas relações de trabalho, Ana propôs ampliar o olhar.
“Eu queria colocar o indivíduo como centro disso”, afirmou.
É uma mudança importante de perspectiva. Inteligência artificial, novos processos e novos modelos de trabalho podem transformar organizações, mas continuam sendo pessoas que precisam compreender, incorporar e conduzir essas mudanças.
E isso inclui quem está na liderança.
Para Ana, os executivos também precisam olhar para a forma como estão atravessando esse cenário. Ela falou sobre o compromisso de “olhar para nós mesmos, para dentro de nós” e sobre a necessidade de encontrar formas de se autorregular diante de tantas demandas acontecendo ao mesmo tempo.
Daí surge uma das reflexões mais importantes de sua participação:
“Líderes saudáveis, seja emocionalmente, espiritualmente, fisicamente, eu acredito que estarão melhor preparados para conduzir essa transformação ao longo da organização.”
Ana Karina Rodrigues
A pergunta que veio em seguida deixa o ponto ainda mais claro: se quem lidera não estiver bem, como conseguirá conduzir outras pessoas em um processo de transformação?
Quando essa conversa chega ao canteiro
Na construção civil, esse debate ganha características próprias.
Ana compartilhou que 94% dos profissionais nos canteiros da Matec são homens e que a idade média está na faixa dos 50 anos. É um contexto em que questões geracionais e culturais também precisam entrar na conversa sobre gestão de pessoas.
Ela lembrou que, para muitos desses profissionais, falar sobre sentimentos não fazia parte da formação familiar e muito menos do ambiente de trabalho.
Isso ajuda a entender por que temas como saúde mental não podem ficar restritos ao ambiente corporativo ou às discussões entre lideranças.
Existe um desafio de comunicação.
Como Ana observou durante o painel, conseguir transportar essas conversas “para a última ponta de qualquer negócio” é um desafio adicional.
Na prática, colocar as pessoas no centro também significa aproximar estratégia e operação, criar espaços de escuta e encontrar formas de fazer com que temas discutidos pela liderança façam sentido no cotidiano das equipes.
Trocar experiências também faz parte de evoluir
O Fórum Executivo CEOs & CHROs da AAPSA reuniu profissionais com diferentes trajetórias para discutir questões que hoje atravessam organizações de diferentes setores.
Para a Matec, estar presente nesses espaços amplia a conversa para além da própria empresa.
É uma oportunidade de compartilhar experiências construídas na engenharia, ouvir como outras organizações estão enfrentando desafios semelhantes e trazer novas perspectivas para dentro do negócio.
Agradecemos à AAPSA pelo convite, pelo espaço de troca e por reunir profissionais dispostos a compartilhar experiências em torno de um debate tão importante.
Ouvir outras perspectivas, dividir aprendizados e continuar construindo juntos também faz parte da forma Matec de evoluir.
Juntos, construímos obras incríveis!
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